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SEMINÁRIO QUEIROSIANO 2019

150.00

Entre Deus e o Diabo – a evolução estética e ideológica de Eça de Queiroz

30 Setembro a 4 Outubro de 2019

  • Número limitado de inscrições;
  • Data limite para inscrição: 23 Setembro 2019;
  • O valor da inscrição inclui almoço – 2ª a 6ª;
  • Confere Diploma no final do Curso.

Os Amigos de Tormes têm um desconto de 10%.

Para beneficiar do mesmo, devem solicitar à FEQ (feq@feq.pt) um voucher, que conferirá o respetivo desconto no momento da compra, na Loja Online.

Nota: Após efectuar a compra, receberá um e-mail da Fundação Eça de Queiroz a confirmar a inscrição. Obrigado.

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XXII SEMINÁRIO QUEIROSIANO

Entre Deus e o Diabo – a evolução estética e ideológica de Eça de Queiroz

30 Setembro a 4 Outubro de 2019

Introdução/Objetivos

Nos textos do jovem Eça, o Mal tem um lugar de destaque, não só como tema mas também como questão da própria escrita. Basta pensar nos folhetins publicados na Gazeta de Portugal (1866-67). Para além de “O Senhor Diabo”, títulos como “Poetas do Mal” ou “Memórias de uma forca” são elucidativos e levam-nos a intuir o efeito de choc num público não habituado a uma nova estética exemplarmente realizada em Les Fleurs du Mal (1857) de Baudelaire. Não é fácil estabelecer um nexo entre estes breves textos em prosa e verso com a posterior evolução do romancista do Realismo / Naturalismo, sendo a introdução de Jaime Batalha Reis às Prosas Bárbaras (1903) uma referência quase obrigatória. Para Batalha Reis, as palavras do próprio mestre, proferidas em 1891, quando este lhe anunciou que estava “escrevendo a vida diabólica e milagrosa de S. Frei Gil”, confirmam um regresso aos inícios do “velho fantástico da Gazeta de Portugal”, só que “em prosa talvez menos bárbara que a desses longínquos tempos”. A crítica de cariz biografista nutriu esta ideia de regresso ao diabólico e santo de raiz autóctone, um regresso à tradição do milagroso, de certa forma ‘purificador’, o que, aliás, se coaduna com as leituras mais reacionárias de suas obras semi-póstumas e póstumas em geral, para além das Lendas de Santos. De acordo com esta visão, o trajeto final da estética queirosiana configuraria um abandono do paradigma do Realismo / Naturalismo. Na realidade, esse paradigama nunca teve atracção absoluta para o autor, nem homogeneidade de escrita. Rejeitando qualquer simplificação da complexa cultura literária na segunda metade do século XIX, esta edição do Seminário Queirosiano Internacional empreende uma revisitação crítica de modelos de rutura e continuidade na evolução estética e ideológica de Eça de Queiroz, relativamente às expressões, figurações e funcionalidades do Bem e do Mal, do Diabólico e do Divino, a partir de abordagens variadas.

Coordenação Científica

Orlando Grossegesse

Professores Convidados

Antonio Augusto Nery
Silvio Cesar dos Santos Alves

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