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Caminho Particular de Tormes
Quinta de Tormes – Baião
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SEMINÁRIO QUEIROSIANO 2017

150.00

A CASA/A QUINTA nas obras de Eça, Camilo e Agustina, e nos filmes de Manoel de Oliveira

17 a 21 de julho de 2017

Número limitado de inscrições; Data limite: 12 Julho 2017

  • O valor da inscrição inclui almoço – 2ª a 6ª;
  • Confere Diploma no final do Curso;
  • Confere 1 crédito (no código 91303) aos professores dos 2º e 3º ciclos do ensino básico e do secundário.

Os Amigos de Tormes têm um desconto de 10%. Para beneficiar do mesmo, devem solicitar à FEQ (feq@feq.pt) um voucher, que conferirá o respetivo desconto no momento da compra, na Loja Online.

Nota: Após efectuar a compra, receberá um e-mail da Fundação Eça de Queiroz a confirmar a inscrição. Obrigado.

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XX CURSO DE VERÃO INTERNACIONAL / SEMINÁRIO QUEIROSIANO

A CASA/A QUINTA nas obras de Eça, Camilo e Agustina, e nos filmes de Manoel de Oliveira

17 a 21 de julho de 2017

Introdução/Objetivos

Esta edição do Curso de Verão parte dos conceitos/espaços ‘casa’, ‘quinta’ ou ‘herdade’ como arquiteturas que alicerçam e preservam através dos tempos a continuidade de famílias, nomeadamente as da nobreza rural, para analisar a sua relevância nas obras de Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco e Agustina Bessa-Luís. No caso de Eça, pensamos imediatamente em Os Maias, A Ilustre Casa de Ramires e A Cidade e as Serras. De formas muito diversas, os romances tratam de roturas genealógicas que, por sua vez, refletem a crise nacional como se fosse um assunto de família: decadência profunda e tentativa de recuperação. São processos que se espelham no estado das casas e dos seus jardins, por vezes descritos até ao mais ínfimo pormenor, e que exploraremos em comparação com dois romances de Camilo, Amor de Salvação e A queda dum anjo. Por outro lado, focaremos o seu envolvimento biográfico em relação às irmãs Owen, “duas senhoras de impressiva beleza” (Camilo Castelo Branco), e a sua transfiguração no romance Fanny Owen de Agustina Bessa-Luís e, quase simultaneamente, cinematográfica no filme Francisca de Manoel de Oliveira.      É um processo criativo de dupla autoria que se repete, uma década mais tarde, no caso de Vale Abraão, uma ficção igualmente muito imbuída pelo espaço da quinta.

Em quintas e casas senhoriais, todos os elementos da fachada às janelas e portas, aos espaços interiores e ao jardim podem ter significado, carga simbólica: memória de fortuna ou premonição de futuros desastres; funcionalidades abertas e ocultas dos espaços, com definições de uso público e privado, por homens e mulheres, senhores e criados. Surgiram recentemente estudos de literatura comparativa no âmbito de análise do romance familiar (de genealogia) e da função de espaços interiores (p. ex. o papel da mulher) na ficção dos séculos XIX e XX,  que teremos em conta. Observaremos as diferentes concretizações e usos destes elementos nos romances e, em dois casos, na sua transcriação cinematográfica.

Para além da própria Quinta de Tormes (toponímia de ficção transferida para lugar real, relevante na vida do autor), onde decorrerá o curso, haverá também outras casas imbuídas pelas vidas e ficções do século XIX, nomeadamente a Quinta do Lodeiro e a Quinta de Vale Abraão, que visitaremos, estabelecendo ligações com os textos literários e os filmes. O último dia do curso, a ter lugar no Centro Camilo Castelo Branco (Seide, V.N. Famalicão), terminará com uma visita à casa de Camilo Castelo Branco.

Coordenação Científica

Orlando Grossegesse

Professores Convidados

Carolina Overhoff Ferreira
Maria Carmo Pinheiro Silva Cardoso Mendes
Paulo Motta Oliveira

Informação Complementar

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