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Caminho Particular de Tormes
Quinta de Tormes – Baião
4640-424 Santa Cruz do Douro
Coordenadas GPS: N 41º 07’ 33’’ | W 08º 0’ 14’’

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Actividades

Eça na rota do Modernismo Brasileiro

SEMINÁRIO QUEIROSIANO 2017


Project Description

A CASA / A QUINTA nas obras de Eça, Camilo e Agustina, e nos filmes de Manoel de Oliveira

XX CURSO INTERNACIONAL DE VERÃO

Públicos/Formato

O Curso de Verão destina-se a todos os interessados na obra queirosiana e na área cultura / literatura / media, nomeadamente a professores (sobretudo, Ensino Secundário), estudantes universitários nacionais e internacionais (graduação e pós-graduação), estudiosos e pesquisadores nas áreas de Ciências de Comunicação, Estudos Culturais e Literários, Turismo Literário.

O formato de Curso de Verão / Seminário Internacional corresponde a um padrão, com uma tradição consolida desde 1998. Vd. as temáticas das últimas edições: Atividades.

As temáticas e as leituras recomendadas variam com cada edição.

Introdução e Objectivos

Esta edição do Curso de Verão parte dos conceitos/espaços ‘casa’, ‘quinta’ ou ‘herdade’ como arquiteturas que alicerçam e preservam através dos tempos a continuidade de famílias, nomeadamente as da nobreza rural, para analisar a sua relevância nas obras de Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco e Agustina Bessa-Luís. No caso de Eça, pensamos imediatamente em Os Maias, A Ilustre Casa de Ramires e A Cidade e as Serras. De formas muito diversas, os romances tratam de roturas genealógicas que, por sua vez, refletem a crise nacional como se fosse um assunto de família: decadência profunda e tentativa de recuperação. São processos que se espelham no estado das casas e dos seus jardins, por vezes descritos até ao mais ínfimo pormenor, e que exploraremos em comparação com dois romances de Camilo, Amor de Salvação e A queda dum anjo. Por outro lado, focaremos o seu envolvimento biográfico em relação às irmãs Owen, “duas senhoras de impressiva beleza” (Camilo Castelo Branco), e a sua transfiguração no romance Fanny Owen de Agustina Bessa-Luís e, quase simultaneamente, cinematográfica no filme Francisca de Manoel de Oliveira. É um processo criativo de dupla autoria que se repete, uma década mais tarde, no caso de Vale Abraão, uma ficção igualmente muito imbuída pelo espaço da quinta.

Em quintas e casas senhoriais, todos os elementos da fachada às janelas e portas, aos espaços interiores e ao jardim podem ter significado, carga simbólica: memória de fortuna ou premonição de futuros desastres; funcionalidades abertas e ocultas dos espaços, com definições de uso público e privado, por homens e mulheres, senhores e criados. Surgiram recentemente estudos de literatura comparativa no âmbito de análise do romance familiar (de genealogia) e da função de espaços interiores (p. ex. o papel da mulher) na ficção dos séculos XIX e XX,  que teremos em conta. Observaremos as diferentes concretizações e usos destes elementos nos romances e, em dois casos, na sua transcriação cinematográfica.

Para além da própria Quinta de Tormes (toponímia de ficção transferida para lugar real, relevante na vida do autor), onde decorrerá o curso, haverá também outras casas imbuídas pelas vidas e ficções do século XIX, nomeadamente a Quinta do Lodeiro e a Quinta de Vale Abraão, que visitaremos, estabelecendo ligações com os textos literários e os filmes. O último dia do curso, a ter lugar no Centro Camilo Castelo Branco (Seide, V.N. Famalicão), terminará com uma visita à casa de Camilo Castelo Branco.

Leituras

Eça de Queiroz: Os Maias (1888); A Ilustre Casa de Ramires (1900); A Cidade e as Serras (1901). Amândio César: A Casa Assombrada de  S. Miguel de Seide [diários de Fanny Owen e de José Augusto], Edição da Câmara Municipal de V. N. Famalicão, 1964. Camilo Castelo Branco: Duas horas de leitura (1857); No Bom Jesus do Monte (1864); Amor de Salvação (1864); A queda dum anjo (1866). Agustina Bessa-Luís: Fanny Owen (1979); Vale Abraão (1991); Manoel de Oliveira: Francisca (1981); Vale Abraão (1993); O Dia do Desespero (1992)

Coordenação Científica

Prof. Orlando Grossegesse
(CEHUM / ILCH – Universidade do Minho)

Orlando Grossegesse

Professor associado da Universidade do Minho. Desde 1990 é docente / investigador nas áreas de Literatura e Cultura Alemãs e Comparadas, Tradução e Comunicação Multilingue. Desde 2004 também ensina Estudos Queirosianos, com orientação de mestrados e doutoramentos. Estudou Filologias Românicas e Comunicação Social na Universidade de Munique onde se doutorou em 1989 com uma tese sobre a relação entre conversação e discurso literário na obra queirosiana, publicada sob o título Konversation und Roman (1991). Publicou numerosos estudos no âmbito das Filologias Alemã, Portuguesa, Espanhola e Comparada. Para além da tese de doutoramento, as publicações em livro mais relevantes são Saramago lesen. Werk – Leben – Bibliographie (1998; 2ª ed. 2009); atas de colóquios e congressos (organizadas ou co-organizadas), entre outras: «O estado do nosso futuro». Brasil e Portugal entre identidade e globalização (2004); com Henry Thorau, À procura da Lisboa africana (2009); com Mário Matos, Mnemo-Grafias Interculturais (2012). Diretor adjunto da Queirosiana (org. das últimas cinco edições: 15-17; 18-20; 21/22; 23/24; 25/26). Membro do Conselho Administrativo e da Comissão Coordenadora do Conselho Cultural da FEQ. Desde 2016, diretor do CEHUM, Centro de Estudos Humanísticos da Universidade do Minho.

Professores Convidados

Carolina Overhoff Ferreira

Prof.ª adjunta de Cinema Contemporâneo no Curso de graduação e pós-graduação em História da Arte da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Campus Guarulhos. Possui pós-doutoramento sénior pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (USP). Estudou Ciência de Teatro / Cinema e História da Arte na Universidade de Viena (1990), University of Bristol (1991), Universidade Humboldt (1992) e Universidade Livre de Berlim (1993). Possui mestrado em Ciência de Teatro e História da Arte (1993) e doutorado em Ciência de Teatro (1997) pela Universidade Livre de Berlim. Foi professora adjunta convidada no Curso de Som e Imagem, Universidade Católica Portuguesa, Porto, de 2000-2007; professora convidada em 2006 na Universidade de Coimbra, docente na Universidade Livre de Berlim em 1999 e entre 1995-1999 na Universidade de Ciências e Artes Aplicadas em Hannover. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em Cinema e Teatro, atuando sobre a relação entre arte e política através dos seguintes temas: cinema contemporâneo, identidade nacional e transnacional, relações coloniais e pós-coloniais, adaptação literária, e dramaturgia contemporânea.

Publicações em livro mais relevantes: O cinema português – aproximações à sua história e indisciplinaridade (São Paulo: Alameda Casa Ed., 2013), Diálogos africanos: um continente no cinema (Brasília: Centro Cultural do Banco do Brasil, 2012); (org.): O cinema português através dos seus filmes (Porto: Campo das Letras, 2007; 2ª ed. ampliada e atualizada Lisboa: Edições 70, 2014); (org.): Identity and Difference – Postcoloniality and Transnationality in Lusophone Films (Berlin, Londres, Zurique: Lit Verlag, 2012); (org.): Terra em Transe – Ética e Estética no Cinema Português (Munique: AVM, 2012); (org.): On Manoel de Oliveira (Londres: Wallflower Press, 2008).

Maria Carmo Pinheiro Silva Cardoso Mendes

Professora auxiliar e investigadora da Universidade do Minho. Vice-Presidente do Instituto de Letras e Ciências Humanas (ILCH-UMinho) e Presidente do Conselho Pedagógico do ILCH. Especialista em Literatura Comparada e em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea; tem publicado ensaios sobre escritores de língua portuguesa (Agustina Bessa-Luís, José Saramago, Teolinda Gersão, Miguel Torga, Eça de Queiroz, Camilo Pessanha, Camilo Castelo Branco, Padre António Vieira, Camões, Rui Knopfli, Arménio Vieira, Germano Almeida e Mia Couto), sobre Ecocrítica, Literatura Fantástica e Policial e Receção da Cultura Clássica na Literatura Portuguesa Contemporânea.

As suas publicações mais recentes são os livros Don Juan(ismo). O mito (2014), Artes e Ciências em Diálogo (2015 – em colaboração com Isabel Ponce de Leão e Sérgio Lira) e Idades da Escrita. Ensaios sobre Agustina Bessa-Luís (2016).

Paulo Motta Oliveira

Professor Titular da Universidade de São Paulo (USP) e bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Concluiu o doutorado em Teoria e História Literária pela Universidade Estadual de Campinas em 1995. Realizou cinco pós-doutorados, todos com apoio da FAPESP:  quatro de curta duração – de 3 a 4 meses – dois na Universidade de Lisboa, um na Université de Versailles Saint-Quentin-en-Yvelines e outro na Université Lyon 2, e um quinto, de janeiro de 2013 a janeiro de 2014, na Université Sorbonne Nouvelle – Paris 3.

Defendeu a livre-docência em Literatura Portuguesa na Universidade de São Paulo em 2006 e a titularidade em 2016, ambas com trabalhos sobre Camilo Castelo Branco. Foi professor convidado da Université Lyon 2 em 2006. Foi Presidente da Associação Brasileira de Professores de Literatura Portuguesa no biênio 2005-2007.

Pesquisa, principalmente, a literatura portuguesa do século XIX e do início do XX, bem como as relações entre esta e outras literaturas do período, em especial as literaturas de língua portuguesa e a literatura francesa.

17 a 21 de Julho 2017

Número limitado de inscrições
Amigos de Tormes: Desconto 10%
Diploma no final do Curso

NOTA: A participação no curso de verão / seminário queirosiano, confere aos professores dos 2º e 3º ciclos do ensino básico e do secundário 1 crédito, no código 91303

BOLSAS DE ESTUDO
Normas de Candidatura

NACIONAIS | ESTRANGEIROS

A P O I O S

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