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Emília de Castro Pamplona – A Esposa

A 9 de Junho de 1857 nasce no Porto D. Emília, filha dos condes de Resende, que virá a casar com Eça de Queiroz a 10 de Fevereiro de 1886

Será em finais do seu terceiro posto consular, em Bristol, e já terminadas as suas viagens a Angers, que Eça começará a evidenciar a vontade de tomar uma vida mais regrada e disciplinada, o que só poderia ser alcançado, segundo ele, com o casamento.  O escritor chega mesmo a confidenciar ao amigo, e também escritor, Ramalho Ortigão:

 

«Eu precisava de uma mulher serena, inteligente, com uma certa fortuna (não muita), de carácter firme sob um carácter meigo, – que me adoptasse como se adopta uma criança; que me pagasse o grosso das minhas dívidas, me obrigasse a levantar a certas horas cristãs – e não quando os outros almoçam – que me alimentasse com simplicidade e higiene, que me impusesse um trabalho diurno e salutar, e que, quando eu começasse a chorar pela lua, ma prometesse – até eu a esquecer… Esta doce criatura salvaria um artista – e faria uma daquelas obras de caridade que outrora levava gente ao Calendário. Mas ai! Onde está esta criatura ideal?»

 

Numa viagem de férias encetada ao Norte de Portugal, o escritor terá a possibilidade de conviver mais estreitamente com a família dos Condes de Resende, cujas relações iniciais datavam dos tempos do Colégio da Lapa no Porto, e a partir daqui começará a surgir um interesse cada vez maior por D. Emília de Castro Pamplona.

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Jovem aristocrata de bela figura, D. Emília era alta, loira e até com alguma coisa de seu. Inicialmente mostra alguma resistência e relutância relativamente ao interesse evidenciado pelo escritor, tudo isto superado com a ajuda e interferência de seu irmão, Manuel de Castro.

Começam, pois, aqui os trâmites normais para a realização do casamento (10 de Fevereiro de 1886), que viria a acontecer após cinco meses de noivado, no solar de Santo Ovídio.

Doze anos mais nova do que Eça, D. Emília sobreviveu-lhe 34 anos, passados maioritariamente na Granja rodeada pela prol do seu filho José Maria, de quem aliás ainda hoje encontramos descendência.

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