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Morada a utilizar em GPS

Caminho Particular de Tormes
Quinta de Tormes – Baião
4640-424 Santa Cruz do Douro
Coordenadas GPS: N 41º 07’ 33’’ | W 08º 0’ 14’’

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A Fundação

COMO NASCEU?

Desde que, em 1970, faleceu o último filho de Eça de Queiroz, Maria Eça de Queiroz de Castro, os seus herdeiros, eu própria, Maria da Graça Salema de Castro, e o meu marido, Manuel Pedro Benedito de Castro, entretanto falecido, iniciámos o processo com vista à constituição da FUNDAÇÃO EÇA DE QUEIROZ. Pertencendo-nos 2/3 dos bens deixados por Eça de Queiroz, para além da Quinta e Casa de Vila Nova em Santa Cruz do Douro (TORMES), pensámos doar estes bens a uma fundação a instituir em vida, a qual teria, como principais objectivos, a continuação e o enquadramento institucional da divulgação e do estudo da obra de Eça de Queiroz, bem como o desenvolvimento de toda uma gama de iniciativas culturais, tanto de âmbito nacional, ou internacional, como de incidência mais estritamente regional. (…)

Maria da Graça Salema de Castro

… e assim começou a História da Fundação Eça de Queiroz.
A Associação de Amigos de Eça de Queiroz, constituída por escritura pública em 23 de Julho de 1988, instituição que congrega pessoas e vontades que têm no legado cultural de Eça de Queiroz uma referência comum, orientou-se no sentido de fomentar o aparecimento e consolidação dessa outra instituição, a Fundação Eça de Queiroz, a quem caberá desempenhar um relevante papel na salvaguarda da memória cultural de Eça de Queiroz através de iniciativas diversificadas. Em 9 de Setembro de 1990, por iniciativa de Maria da Graça Almeida Salema de Castro e Sociedade Anónima “João Pires, S.A.”, cria-se a Fundação Eça de Queiroz com um património avaliado, em estimativa de 1989, em cerca de 933.000 euros.

Esse património, constituído pela Casa e Quinta de Vila Nova foi objecto de várias intervenções arquitectónicas que permitiram criar na Casa Mãe um espaço museológico, uma biblioteca, um arquivo, um mini-auditório e um espaço para serviços administrativos; Recuperaram-se três casas de antigos caseiros, destinadas a turismo rural.

Construiu-se um parque de estacionamento, remodelou-se o estradão, os arranjos exteriores em que se salientam o ajardinamento dos espaços envolventes à Casa de Tormes. Foram feitos investimentos agrícolas, construída e equipada a adega. Entretanto, em colaboração com o Instituto Português dos Museus, o Arquivo Distrital do Porto, o Instituto Português da Fotografia, o Museu Soares dos Reis e o Instituto José de Figueiredo, fez-se o tratamento museológico do espólio do escritor.

Entretanto, fez-se uma intervenção de fundo no espaço do antigo lagar de azeite e da eira e beiral, que permitiu a criação do Restaurante de Tormes, que para além de sala de restaurante para funcionamento diário, dispõe de um espaço amplo para a realização de eventos.

No final de 2015 o património da Fundação estava avaliado em cerca de 2.400.000,00€.

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